terça-feira, 28 de abril de 2009

Um poema

Espantando a poeira deste espaço com um poeminha que fiz e que, para mim, fala dos amores e desencontros da vida:

Tempestades de mim

Não tenho medo da chuva, nem me importo de me molhar...
Quero mesmo um caminho cheio de flores!

O tempo seca e o sol abre novamente,
fazendo a gente esquecer que houve raios e trovões...

Deixar de viver algo, por medo, é viver pela metade.

Sou inteira, sou intensa,
por isso, quando a chuva vier novamente eu estarei lá
para enfrentá-la e prosseguir...

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Tempo, canção do vento!

Gostaria de ter tempo para tudo e para nada, mas tenho que trabalhar!


Oração ao Tempo
Composição: Caetano Veloso

És um senhor tão bonito quanto a cara do meu filho (sobrinha, por enquanto!rs)
Tempo, tempo, tempo, tempo, vou te fazer um pedido
Tempo, tempo, tempo, tempo
Compositor de destinos, tambor de todos os ritmos
Tempo, tempo, tempo, tempo entro num acordo contigo
Tempo, tempo, tempo, tempo
Por seres tão inventivo e pareceres contínuo
Tempo, tempo, tempo, tempo és um dos deuses mais lindos
Tempo, tempo, tempo, tempo
Que sejas ainda mais vivo no som do meu estribilho
Tempo, tempo, tempo, tempo ouve bem o que te digo
Tempo, tempo, tempo, tempo
Peço-te o prazer legítimo e o movimento preciso
Tempo, tempo, tempo, tempo quando o tempo for propício
Tempo, tempo, tempo, tempo
De modo que o meu espírito ganhe um brilho definido
Tempo, tempo, tempo, tempo e eu espalhe benefícios
Tempo, tempo, tempo, tempo
O que usaremos pra isso fica guardado em sigilo
Tempo, tempo, tempo, tempo apenas contigo e migo
Tempo, tempo, tempo, tempo
E quando eu tiver saído para fora do círculo
Tempo, tempo, tempo, tempo não serei nem terás sido
Tempo, tempo, tempo, tempo
Ainda assim acredito ser possível reunirmo-nos
Tempo, tempo, tempo, tempo num outro nível de vínculo
Tempo, tempo, tempo, tempo
Portanto peço-te aquilo e te ofereço elogios
Tempo, tempo, tempo, tempo nas rimas do meu estilo
Tempo, tempo, tempo, tempo

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Sobre o silêncio

É interessante pensar como o silêncio tem significados diversos e antagônicos. O silêncio entre duas pessoas pode significar tanto a compreensão total de almas que não precisam de palavras para se entender, quanto uma profunda ausência de sensibilidade e comunicação entre elas... Na vida, nos relacionamos o tempo todo hora com o primeiro, hora com o segundo. Há relacionamentos em que mesmo quando há palavra, o que existe é o silêncio; há silêncio, mesmo quando é música; há silêncio, mesmo quando é tesão; há silêncio, mesmo quando é amizade...
No silêncio o peso das coisas é maior. No silêncio, refletimos sobre nós e as indagações pertinentes de nossa filosofia. No silêncio surge a pergunta: será que vale a pena nos relacionarmos com quem o silêncio nunca deixará de ser a ausência, mesmo quando há companhia? O que eu sei é que não sofro mais com este silêncio; hoje, ele não me machuca. Apenas sigo, deixando quem não escuta para trás...
Por vezes reencontro este silêncio, encaro-o bem de frente e rio e danço -há certa musicalidade no silêncio- e, então, seguindo esta melodia, eu canto!

Cantando neste silêncio: Olhos nos olhos - Chico Buarque

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

"Há em mim uma sede de infinito"

A frase que intitula o primeiro post foi retirada de um pequeno verso, escrito pela maravilhosa Florbela Espanca, que, assim como eu, era um romântica que tinha dentro de si a poesia que queria gritar, que não podia calar.
"Há em mim uma sede de infinito... uma saudade sei lá de quê" e tudo o que eu quero é poder dizer ao mundo o que penso, o que sinto, minha impressões do mundo; efim, os vestígios sinceros de minh'alma.